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Sarampo: o que é, sintomas, tratamento e como se prevenir

Prevenção e Controle

06/05/2022

Atualizado em 22/10/2026

O sarampo é uma doença altamente contagiosa transmitida pelo ar. Saiba mais sobre a doença e aprenda a se proteger com a vacinação!

6 min de leitura

Sarampo: o que é, sintomas, tratamento e como se prevenir

O sarampo voltou a chamar a atenção das autoridades de saúde após o aumento de casos nas Américas e a confirmação de novos registros, no Brasil, em 2026. Altamente contagiosa, essa doença infecciosa pode se espalhar rapidamente, especialmente em locais com baixa cobertura vacinal.

Apesar de ser evitável por vacina, o sarampo ainda representa um risco importante, principalmente para crianças e pessoas não imunizadas. Entender o que é o sarampo, como ocorre a transmissão, quais são os sintomas e como se prevenir é essencial para proteger a saúde individual e coletiva. Confira neste artigo do Viver Bem.

O que é o sarampo?

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa causada por um vírus. A infecção pode atingir pessoas de diferentes idades, sendo mais preocupante em crianças pequenas.

Apesar de poder evoluir com gravidade em alguns casos, o sarampo é uma doença que pode ser prevenida por meio da vacinação.

Leia também:

Vacinação infantil: qual a importância das vacinas para crianças?

Como o sarampo é transmitido

A transmissão do sarampo ocorre de pessoa para pessoa, principalmente pela via aérea, quando uma pessoa infectada tosse, espirra, fala ou respira. Em razão da alta capacidade de transmissão do vírus, pessoas não imunizadas apresentam maior risco de infecção quando expostas.

Após a exposição ao vírus, os primeiros sintomas geralmente aparecem após cerca de 10 dias, embora esse intervalo possa variar.

Um ponto a se considerar é que a transmissão pode acontecer antes mesmo do surgimento das manchas vermelhas na pele. O Ministério da Saúde informa que uma pessoa infectada pode transmitir o vírus desde seis dias antes até quatro dias após o aparecimento das manchas.

Por isso, a identificação precoce de casos suspeitos é fundamental para reduzir a transmissão.

Quais são os sintomas do sarampo?

Os sintomas podem começar de forma semelhante aos de outras infecções respiratórias. Entre os principais sinais, estão:

  • febre alta;
  • tosse;
  • coriza;
  • olhos vermelhos e irritados, devido à conjuntivite;
  • mal-estar;
  • falta de apetite.

Também podem surgir pequenas manchas brancas no interior da boca, conhecidas como manchas de Koplik.

Depois dos sintomas iniciais, aparece o exantema, caracterizado por manchas avermelhadas na pele. Geralmente, as manchas começam no rosto e atrás das orelhas e depois se espalham pelo corpo.

Por se tratar de uma doença altamente transmissível, sempre que houver a suspeita deve-se evitar o contato com outras pessoas.

Quando procurar atendimento médico imediatamente

É importante buscar atendimento de saúde sempre que houver suspeita de sarampo, especialmente em crianças. A atenção deve ser imediata quando houver:

  • Febre alta persistente, mesmo após o surgimento das manchas na pele.
  • Piora do estado geral, com cansaço intenso ou dificuldade para se alimentar.
  • Dificuldade para respirar.
  • Tontura.
  • Confusão mental.

A Unimed-BH conta com o Onde Ir, que ajuda você a entender em quais casos é necessário procurar um atendimento médico presencial. Você pode acessá-lo por meio do aplicativo da Unimed-BH, em que o chat do Onde Ir está disponível.

Se preferir, saiba mais na página Onde Ir. Clique aqui.

Quais as complicações do sarampo?

O sarampo pode evoluir com complicações, especialmente em pessoas mais vulneráveis, como crianças pequenas, adultos e gestantes. As principais complicações incluem:

  • Crianças: pneumonia, infecção de ouvido, encefalite aguda (inflamação no cérebro) e risco de morte.
  • Adultos: pneumonia.
  • Gestantes: parto prematuro e nascimento de bebê com baixo peso.

Por isso, a prevenção e o acompanhamento adequado são imprescindíveis para reduzir os riscos associados à doença. Aproveite e saiba mais sobre a vacinação de gestantes neste artigo completo do Viver Bem:

Vacinação para gestante: Guia sobre a imunização de grávidas

Como é feito o diagnóstico do sarampo?

O diagnóstico do sarampo é feito com base na combinação entre avaliação clínica e exames específicos. A análise dos sintomas e do histórico do paciente é o primeiro passo para levantar a suspeita da doença.

Entre os principais métodos utilizados, estão:

  • Avaliação clínica: identificação de sinais característicos da doença.
  • Histórico de exposição: investigação de contato com casos suspeitos ou confirmados, especialmente em locais com surtos.
  • Testes laboratoriais: usados para confirmar o diagnóstico, como PCR, que detecta o material genético do vírus; e a sorologia, que identifica anticorpos contra o vírus.

A confirmação adequada é importante para orientar o cuidado e evitar a transmissão para outras pessoas.

Existe tratamento para o sarampo?

Não há um tratamento específico para eliminar o vírus do sarampo. O cuidado é voltado para aliviar os sintomas e ajudar o organismo a se recuperar.

De modo geral, podem ser adotadas medidas como:

  • Uso de medicamentos para controle da febre, sempre com orientação de um profissional de saúde.
  • Hidratação adequada, com ingestão de líquidos.
  • Apoio nutricional, incluindo incentivo ao aleitamento materno, quando indicado.
  • Cuidados com a higiene dos olhos, da pele e das vias respiratórias.

Nos casos em que surgem complicações, como infecção bacteriana, é necessário tratamento específico conforme avaliação médica.

Aplicação de Vacina contra sarampo

Como se prevenir: a vacina contra o sarampo

A vacinação é a principal e mais eficaz medida de prevenção contra o sarampo.

No Brasil, a proteção é feita principalmente por meio da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Também existe a vacina tetraviral, que acrescenta a proteção contra varicela.

Na rotina de vacinação, pessoas de 12 meses a 59 anos podem ter indicação da vacina contra o sarampo, de acordo com idade, histórico vacinal e situação epidemiológica.

Para as crianças, as doses previstas no calendário de rotina incluem vacinação aos 12 e ao 15 meses.

E os adultos?

É fundamental verificar a caderneta ou o histórico de vacinação. Em Belo Horizonte, a orientação divulgada pela Prefeitura, em junho de 2026, estabelece:

  • pessoas até 29 anos: duas doses;
  • pessoas de 30 a 59 anos não vacinadas anteriormente: uma dose;
  • profissionais de saúde: duas doses, independentemente da idade.

Em situações epidemiológicas específicas, as recomendações de vacinação podem ser modificadas pelas autoridades de saúde.

Gestantes podem tomar a vacina contra o sarampo?

A vacina tríplice viral é contraindicada durante a gestação. Gestantes sem vacinação ou com esquema incompleto devem receber orientação sobre a vacinação no puerpério.

Em caso de dúvida, a avaliação da situação vacinal deve ser feita com um serviço ou um profissional de saúde.

A vacina é segura?

Sim. A vacinação contra o sarampo faz parte das estratégias de prevenção e controle da doença no Brasil. A vacina tríplice viral está disponível gratuitamente nos serviços públicos de vacinação.

O Brasil está em risco de surto?

O cenário atual indica risco de novos surtos de sarampo no Brasil e nas Américas. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) emitiu um alerta, em 2026, diante do aumento expressivo de casos na região, com crescimento contínuo desde 2025.

Esse avanço está relacionado, principalmente, a lacunas na cobertura vacinal. Dados mostram que a maioria dos casos ocorre em pessoas não vacinadas ou com esquema incompleto, o que facilita a circulação do vírus.

Por isso, as autoridades de saúde reforçam a importância de manter a vacinação em dia, ampliar a vigilância e garantir resposta rápida a casos suspeitos, como forma de interromper a transmissão e proteger a população.

FAQ: Perguntas frequentes sobre sarampo

1. Sarampo e rubéola são a mesma doença?

Não. Apesar de apresentarem sintomas parecidos, sarampo e rubéola são doenças diferentes, causadas por vírus distintos e com níveis de gravidade diferentes. O sarampo tende a ser mais grave e pode levar a complicações significativas.

2. Quem já teve sarampo precisa tomar vacina?

Sim. Mesmo quem já teve sarampo deve se vacinar, pois as vacinas disponíveis também protegem contra outras doenças. É o caso da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e da tetraviral, que inclui também a varicela.

3. Adulto pode pegar sarampo?

Sim. O sarampo pode afetar pessoas de qualquer idade. Adultos não vacinados ou que não completaram o esquema vacinal continuam suscetíveis à infecção, especialmente em contextos de baixa cobertura vacinal ou surtos da doença.

4. O sarampo tem cura?

Em relação ao sarampo, não há um tratamento específico, mas a maioria das pessoas se recupera com cuidados de suporte. A evolução costuma ser favorável, porém complicações podem ocorrer, especialmente em grupos mais vulneráveis.

5. Posso viajar para países com surto sem me vacinar?

Não é recomendado. Em locais com circulação do vírus, o risco de contágio é alto, especialmente para pessoas não vacinadas. Antes de viajar, é importante verificar a situação vacinal e garantir a proteção adequada contra o sarampo.

6. O que é o exantema do sarampo?

O exantema é a erupção de manchas vermelhas na pele, característica do sarampo. Geralmente, começa no rosto e atrás das orelhas e se espalha pelo corpo. Esse sinal costuma aparecer alguns dias após os primeiros sintomas, como febre e mal-estar.

7. O sarampo pode matar?

Sim. Embora muitos casos evoluam sem complicação, o sarampo pode ser grave e levar à morte, principalmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade. Por isso, a vacinação é fundamental.

Equipe de Atenção à Saúde Unimed-BH
Conteúdo validado por Equipe de Atenção à Saúde Unimed-BH

Equipe responsável por prover conteúdos em soluções assistenciais para clientes, profissionais e prestadores da Unimed-BH, assim como para a sociedade como um todo.

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